Líderes da UE acertam orçamento de austeridade para longo prazo

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 16:17 BRST
 

Por Mark John e Peter Griffiths

BRUXELAS, 8 Fev (Reuters) - Os líderes da União Europeia chegaram a um acordo nesta sexta-feira sobre o primeiro corte em seu orçamento comum, após 24 horas de negociações.

O acordo atendeu às demandas de países do norte da Europa como Grã-Bretanha e Holanda, que buscavam apertar o cinto, mantendo ainda os gastos com subsídios agrícolas e infraestrutura para satisfazer França e Polônia.

Será a primeira redução líquida para o orçamento de longo prazo na história do bloco, o que representa um decréscimo de cerca de 3 por cento em relação ao último plano de gastos. Houve cortes no orçamento para áreas que vão de infraestrutura a administração, além de pesquisa científica.

As discussões sobre como serão divididos os 960 bilhões de euros a serem gastos entre 2014 e 2020 alongaram a discussão. E coube ao chefe do Conselho Europeu e presidente da cúpula, Herman Van Rompuy, anunciar que um acordo definitivo havia sido atingido entre os líderes.

"Acordo fechado", disse ele em mensagem postada no Twitter. "Valeu a pena esperar", acrescentou.

O acordo deve agora ser aprovado pelo Parlamento Europeu, onde as lideranças já manifestaram oposição. A aprovação do orçamento pode levar vários meses e está longe de ser garantida.

Depois de negociar durante a noite, os líderes da UE se separaram para descansar. Nesse meio tempo, a chanceler alemã, Angela Merkel, trocou a jaqueta verde que usava por uma de cor lilás e voltou para tratar de diversas questões como a redução da carga sobre a Holanda e como satisfazer países menores, como Romênia e Bulgária.

Ciente de que seus eleitores estão inquietos, países do norte europeu foram inflexíveis na demanda de aperto de cinto nos gastos, já que estão adotando essa receita internamente.   Continuação...

 
Um balão iluminado marcando a presidência irlandesa do Conselho da União Europeia flutua sobre o átrio da sede do Conselho da UE durante cúpula dos líderes do bloco econômico em Bruxelas, Bélgica. 8/02/2013 REUTERS/Yves Herman