ANÁLISE-Mercado aguarda novas aquisições no setor de farmácias

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 19:41 BRST
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO, 8 Fev (Reuters) - A entrada de um concorrente internacional de peso no varejo farmacêutico acirra a briga por espaço num mercado de forte expansão e alimenta as expectativas de mais consolidação no setor, que movimentou no ano passado quase 50 bilhões de reais.

O anúncio, na quarta-feira, da compra da rede Onofre pela norte-americana CVS Caremark, deu sequência a um ciclo de fusões iniciado em 2011 e que está mudando a cara de um setor fragmentado e comandado por empresas familiares.

O que muda é o jogo de forças. Raia Drogasil, que assumiu a liderança do setor em 2011, após a união de Raia e Drogasil, e Drogaria São Paulo, vice-líder após comprar a rede Drogão e se associar à Pacheco, têm pela frente a concorrência do maior grupo de varejo farmacêutico e serviços de saúde dos Estados Unidos.

"A CVS tem alto potencial de investimento e deve representar uma séria ameaça do ponto de vista competitivo", disseram Andrea Teixeira e Pedro Leduc, analistas do JP Morgan, em relatório.

A visão de analistas é de que novos movimentos ainda maiores da gigante americana no Brasil podem vir a seguir.

"Se a CVS optar por crescer através de fusões e aquisições, conforme indicado pela administração, e decidir se tornar relevante no país, ela provavelmente teria que comprar um participante de importância", disse a analista Juliana Rozenbaum, do Itaú BBA.

Segundo outro analista, que pediu anonimato, um novo movimento poderia vir com a compra pela CVS da Brazil Pharma, grupo controlado pelo BTG Pactual, que tem sócios regionais como minoritários.

A holding Brazil Pharma opera uma rede de 681 drogarias, por meio de suas operações próprias, além de 369 lojas das franquias Farmais, segundo dados do terceiro trimestre.   Continuação...