China se junta aos EUA e condena Coreia do Norte por teste nuclear

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 15:25 BRST
 

Por David Chance e Jack Kim

SEUL, 12 Fev (Reuters) - A Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear nesta terça-feira, desafiando as atuais resoluções das Nações Unidas e sendo condenada por todo o mundo, inclusive por sua única aliada importante, a China.

A Coreia do Norte disse que o teste foi um ato de defesa contra a "hostilidade dos Estados Unidos" e ameaçou novas medidas mais fortes, se necessário. Segundo a Coreia do Norte, o teste teve "maior força explosiva" do que os de 2006 e 2009.

"Se os EUA continuarem hostis e complicarem a situação, seremos forçados a tomar ações mais duras", teria dito um porta-voz não identificado do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, que atua como voz oficial de Pyongyang para o mundo exterior, segundo a agência estatal de notícias KCNA.

O Conselho de Segurança da ONU "condenou fortemente" o teste nuclear e votou nesta terça-feira pela tomada de ação contra Pyongyang, disse o presidente do Conselho.

"Os membros do Conselho de Segurança condenam fortemente o teste, que é uma grave violação das resoluções do Conselho de Segurança", disse o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kim Sung-hwan, que preside o Conselho neste mês, a jornalistas. Ele disse que o Conselho irá agora considerar "medidas apropriadas".

A Coreia do Norte já é um dos países com mais sanções do mundo e tem poucas relações econômicas externas.

O líder norte-coreano Kim Jong-un, o terceiro de sua linha para governar o país, acompanhou dois lançamentos de foguetes de longo alcance e um teste nuclear durante o seu primeiro ano no poder.

A China, que tem mostrado sinais de irritação crescente com o tom belicoso recente da Coreia do Norte, convocou o embaixador norte-coreano em Pequim e protestou com firmeza.   Continuação...

 
Foto de arquivo do presidente norte-americano, Barack Obama, ao discursar na Casa Branca, em Washington. Obama faz nesta terça-feira seu discurso anual do Estado da União de olho no calendário político, quando ele corre contra o tempo para aprovar medidas que definam seu legado na Casa Branca. 05/02/2013 REUTERS/Kevin Lamarque