Correa é franco favorito para ganhar reeleição no Equador

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 14:38 BRST
 

Por Eduardo Garcia

QUITO, 14 Fev (Reuters) - O presidente equatoriano, Rafael Correa, um dos líderes de esquerda mais combativos da América Latina, deve ganhar facilmente a reeleição no domingo graças aos gastos pesados do Estado, que têm beneficiado os pobres.

O combativo economista treinado nos EUA conquistou forte apoio usando os ganhos de petróleo para dar dinheiro para cerca de 2 milhões de pessoas e ampliar o acesso à saúde e educação.

Correa tem uma vantagem de até 50 pontos percentuais sobre o mais próximo de seus sete rivais nas pesquisas de opinião.

"Eu noto as mudanças. Eu me beneficiei de iniciativas para ajudar as pequenas empresas. Meus parentes estão recebendo subsídios para os menos favorecidos. Esses são fatos, não palavras", disse Luis Paredes, de 38 anos, que dirige uma pequena empresa de reparação de móveis de escritório, em um comício de Correa, em Quito.

O confronto de Correa com as companhias petrolíferas e os investidores de Wall Street o ajudou a aumentar o fervor nacionalista, mas suas explosões impulsivas e recusa a tolerar a dissidência também levaram os críticos a descrevê-lo como um autoritário sedento de poder.

Ele tirou uma licença de ausência da Presidência para se concentrar na campanha, e nas últimas seis semanas tem incansavelmente visitado aldeias andinas, cidades da Amazônia e favelas urbanas no país de 15 milhões de habitantes.

"Nós já temos um presidente, temos Rafael!", é um grito comum em comícios de sua campanha.

Três pesquisas respeitadas mostram Correa, de 49 anos, que chamou a atenção do mundo no ano passado ao conceder asilo ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, como o favorito claro.   Continuação...

 
Presidente do Equador, Rafael Correa, flameja bandeira nacional durante comício em Guayaquil, Equador. Correa, um dos líderes de esquerda mais combativos da América Latina, deve ganhar facilmente a reeleição no domingo graças aos gastos pesados do Estado, que têm beneficiado os pobres. 13/02/2013 REUTERS/Gary Granja