Testemunha ouviu "gritos ininterruptos" antes dos tiros de Pistorius

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 20:18 BRT
 

Por David Dolan e Peroshni Govender

PRETÓRIA, 20 Fev (Reuters) - Uma testemunha escutou "gritos ininterruptos" na casa da estrela do atletismo sul-africano Oscar Pistorius pouco antes do assassinato da namorada dele, disse o detetive que lidera a investigação do homicídio, nesta quarta-feira.

O oficial Hilton Botha, um detetive com 24 anos de experiência, também disse ao tribunal de magistrados de Pretória, em uma audiência sobre a possível liberdade de Pistorius sob fiança, que a polícia tinha encontrado dois recipientes de testosterona e agulhas no quarto do velocista.

A equipe de defesa do atleta contesta a descoberta.

Pistorius, que teve as duas pernas amputadas quando criança e é chamado de "Blade Runner" por causa das próteses de fibra de carbono que usa para correr, chorou descontroladamente enquanto Botha prestava seu depoimento sobre a morte de Reeva Steenkamp, de 29 anos.

A modelo formada em direito estava no banheiro da casa do atleta quando foi baleada nas primeiras horas de 14 de fevereiro, o Valentine's Day (Dia dos Namorados no país). Ela foi atingida na cabeça, no braço e no quadril.

Os tiros e as alegações contra Pistorius que surgiram na audiência surpreenderam a África do Sul e milhões de pessoas em todo o mundo que viam o atleta como um exemplo do triunfo sobre a adversidade.

"Uma de nossas testemunhas escutou uma briga, duas pessoas falando alto uma com a outra... das 2h até às 3h da manhã", disse Botha ao tribunal. A primeira ligação de Pistorius depois do incidente foi para o administrador de seu condomínio de luxo e alta segurança às 3h19, disse Botha.

Em um depoimento feito na terça-feira, Pistorius disse ter acordado no meio da noite e ter achado que um intruso havia entrado na casa através da janela do banheiro de sua suíte.   Continuação...

 
O atleta olímpico Oscar Pistorius participa de audiência em Pretória nesta quarta-feira. Ele é acusado de matar a namorada. REUTERS/Siphiwe Sibeko