Bo Xilai não colabora com investigação chinesa e faz greve de fome, dizem fontes

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 14:14 BRT
 

Por Benjamin Kang Lim e Ben Blanchard

PEQUIM, 21 Fev (Reuters) - O ex-dirigente comunista chinês Bo Xilai se recusa a cooperar com uma investigação do governo a seu respeito e tem realizado greves de fome que o obrigaram inclusive a ser hospitalizado, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

Quase um ano depois de Bo cair em desgraça em consequência das acusações de corrupção, abuso de poder e assassinato, o governo ainda não diz quando ele deverá ir a julgamento, e nem divulgou acusações formais.

Bo foi exonerado no ano passado do seu cargo de chefe do Partido Comunista na cidade de Chongqing (sudoeste), depois do assassinato de um empresário britânico -- crime pelo qual a mulher dele já foi condenada.

Antes disso, o político, de 63 anos, era amplamente cotado para assumir um cargo no mais alto escalão no regime comunista.

Em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias Xinhua, o Partido Comunista tem acusado Bo de corrupção e de manipular as leis para acobertar o envenenamento do empresário Neil Heywood.

Duas fontes independentes, relacionadas com a família de Bo, disseram que o julgamento só deverá começar a partir de março, já que ele estaria sem condições físicas.

"Ele esteve em greve de fome duas vezes e foi alimentado à força", disse uma fonte à Reuters, pedindo anonimato. Não ficou clara a duração desses protestos.

"Ele não foi torturado, mas adoeceu e foi levado a um hospital de Pequim para tratamento", disse a fonte, que não quis dar detalhes sobre o estado de saúde de Bo ou seu paradeiro.   Continuação...

 
Ex-dirigente comunista chinês Bo Xilai participa de sessão no Comitê Municipal de Chongqing, em Chongqing, China. Bo Xilai se recusa a cooperar com uma investigação do governo a seu respeito e tem realizado greves de fome que o obrigaram inclusive a ser hospitalizado, segundo fontes familiarizadas com o assunto. 26/01/2008 REUTERS/Stringer