BB vê habitação e infraestrutura liderando crédito em 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 18:25 BRT
 

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO, 21 Fev (Reuters)- Após surpreender o mercado com lucro e crescimento do crédito acima das expectativas, o Banco do Brasil elegeu os setores imobiliário e de infraestrutura como principais motores de expansão dos financiamentos a partir de 2013.

O maior banco da América Latina anunciou nesta quinta-feira que sua carteira de financiamentos fechou o ano passado em 580,8 bilhões de reais, após ter subido 24,9 por cento no ano. Isso fez seu lucro do quarto trimestre atingir 3,97 bilhões de reais, 33,5 por cento acima do mesmo período do ano anterior, e melhor que a previsão média de analistas ouvidos pela Reuters, de 2,464 bilhões de reais.

O dado reforçou a dicotomia entre bancos públicos e privados em 2012, com os primeiros executando a ordem do governo de acelerar as concessões para tentar aquecer a economia em desaceleração, enquanto seus concorrentes privados puseram o pé no freio, em meio à escalada dos calotes.

O ritmo de expansão da carteira de financiamentos do BB, quase o triplo da média de Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil, só ficou atrás do também estatal Caixa Econômica Federal, cujo crédito subiu 42 por cento em 2012.

De quebra, o BB ainda viu seu índice de inadimplência, medida pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, recuar a 2,05 por cento, ante 2,16 por cento no fim de 2011. As despesas com provisões para calotes cresceram 25,7 por cento ante igual trimestre de 2011, para 3,6 bilhões de reais.

Diante dos sinais de estafa da expansão da atividade varejista no país, o BB sinalizou que pretende se concentrar em linhas de crédito de prazos mais longos, como de habitação, que cresceu 68,5 por cento no ano passado, para 12,9 bilhões de reais.

"Nossa meta é fechar esse ano com uma carteira imobiliária de pelo menos 27 bilhões de reais", disse a jornalistas o presidente-executivo do BB, Aldemir Bendine.

Outro alvo do banco é o setor de infraestrutura, que deve gerar demanda por financiamentos da ordem de 200 bilhões de reais nos próximos dois anos, segundo o executivo.   Continuação...