ATUALIZA 1-Comissão de Ética pede informações a Adams após denúncias

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 20:40 BRT
 

BRASÍLIA, 25 Fev (Reuters) - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República pediu informações ao advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, após denúncias de arquivamento de uma sindicância que apontou suspeitas de irregularidades contra ele, disse o presidente da comissão, Américo Lacombe.

Lacombe também pediu informações ao advogado-geral em resposta a uma representação do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), que quer uma investigação mais aprofundada sobre eventual envolvimento de Adams nas irregularidades reveladas pela operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

A PF revelou um esquema de vendas de pareces para empresas que envolveu a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional de Águas (ANA) e a AGU. À época, o então número dois de Adams no órgão, José Weber de Holanda, foi diretamente envolvido no esquema e deixou o cargo.

"Eu mandei pedir informações a ele (Adams). Não está aberto nada", disse Lacombe a jornalistas sobre a representação do Sinprofaz, explicando que neste momento não há um procedimento de investigação contra Adams.

Além da representação do sindicato, Lacombe também pediu a Adams informações após publicação de matéria no jornal Folha de S.Paulo de sábado que afirma que uma sindicância interna da AGU sobre a Porto Seguro foi arquivada após apontar cinco condutas suspeitas de Adams.

"Mandei intimar todo mundo para que prestem informações. A ele, ao corregedor. Porque uma das deúncias foi que o corregedor fez corpo mole, que o corregedor não tinha independência para verificar. Pedimos informações. Só isso. Se vierem as informações definimos se abrimos ou não abrimos, dependendo do que ocorrer", disse Lacombe.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, a AGU afirmou ter enviado à Comissão de Ética informações sobre a atuação da corregedoria do órgão neste caso e que esses dados já haviam sido enviados há aproximadamente dez dias para a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União, além da Presidência da República e da 5a Vara Federal do Distrito Federal.

O comunicado informa ainda que o relatório final a que se refere o jornal foi escrito a partir de parecer de três advogados públicos, com os "fundamentos jurídicos que afastam qualquer irregularidade" em relação à atuação de Adams.

(Texto de Maria Carolina Marcello; Edição de Eduardo Simões)