Com alimentos, preços ao produtor no Brasil têm leve queda de 0,04% em janeiro

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 12:22 BRT
 

* Recuo do IPP em janeiro é o 1o desde fevereiro de 2012

* Preços dos alimentos recuam 1,56% no mês passado

* No acumulado em 12 meses, IPP acelera alta a 7,69%

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 28 Fev (Reuters) - Ajudado pela perda de força dos preços dos alimentos, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou em janeiro a primeira variação negativa mensal em quase um ano, com recuo de 0,04 por cento, após alta revisada de 0,41 por cento em dezembro.

Mas no acumulado em 12 meses, a alta do IPP acelerou a 7,69 por cento, dos 7,28 por cento vistos em dezembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quinta-feira. A última oscilação negativa tinha sido em fevereiro de 2012, quando o índice caiu 0,42 por cento.

"Os alimentos foram o item de maior peso e responsáveis pela queda do índice (em janeiro). O início da safra é sempre importante. No ano passado foi assim, com dois meses de queda", disse a jornalistas o pesquisador do IBGE, Manuel Campos Neto, acrescentando que a tendência durante os quatro meses de safra é de que os preços da soja e derivados recuem.

O item alimentos registrou queda de 1,56 por cento no mês passado, o primeiro resultado negativo desde outubro de 2012, quando os preços haviam recuado 1,44 por cento, com destaque para o item "resíduos da extração de soja" devido ao período de colheita da soja.

Os alimentos pressionaram o índice durante a maior parte do ano passado. Na comparação com janeiro do ano passado, os preços dos alimentos estão 13,17 por cento maiores.   Continuação...

 
Caminhões ficam alinhados para receber carga de grãos de soja em fazenda, na cidade de Primavera do Leste, no Mato Grosso. O índice de preços ao produtor teve leve queda de 0,04 por cento em janeiro, o primeiro recuo desde fevereiro de 2012 (0,42 por cento) e após alta de 0,41 por cento em dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 07/02/2013 REUTERS/Paulo Whitaker