28 de Fevereiro de 2013 / às 16:39 / 5 anos atrás

Economia dos EUA quase não cresce no 4o tri

Pilhas de notas de cem dólares são apresentadas à mídia na cidade do México. A economia dos Estados Unidos quase não cresceu no quarto trimestre de 2012, embora uma performance um pouco melhor nas exportações e menos importações tenham levado o governo a descartar uma estimativa anterior que mostrava contração. 22/11/2011 REUTERS/Bernardo Montoya

Por Jason Lange

WASHINGTON, 28 Fev (Reuters) - A economia dos Estados Unidos quase não cresceu no quarto trimestre de 2012, embora uma performance um pouco melhor nas exportações e menos importações tenham levado o governo a descartar uma estimativa anterior que mostrava contração.

Outro relatório divulgado nesta quinta-feira mostrou uma queda nos novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, sugerindo que a recuperação do mercado de trabalho está ganhando força.

O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano se expandiu a uma taxa anual de 0,1 por cento, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira, ante alta de 0,5 por cento previsto por analistas em pesquisa da Reuters.

A taxa de crescimento foi a mais lenta desde o primeiro trimestre de 2011, e distante do que é necessário para alimentar uma queda mais veloz na taxa de desemprego.

Muito dessa fraqueza ainda veio de uma desaceleração no acúmulo de estoques e de uma forte perda nos gastos militares. Espera-se que tais fatores sejam revertidos no primeiro trimestre deste ano.

Os gastos dos consumidores avançaram na mesma comparação, embora tenham se expandido em uma taxa anual de apenas 2,1 por cento.

Como a força dos gastos das famílias provém cerca de 70 por cento da produção nacional, esse ritmo de crescimento ainda sem brilho sugere que o dinamismo da economia era bem modesto no início do primeiro trimestre, quando um aperto fiscal significativo teve início.

No entanto, dados sobre vendas no varejo e do mercado imobiliário sugeriram que aumentos de impostos promulgados em janeiro não foram um grande empecilho para as famílias.

A maioria dos economistas acha que o crescimento econômico se recuperará substancialmente no fim do ano, embora uma série de cortes de gastos federais prevista para entrar em vigor na sexta-feira possa prejudicar a expansão no primeiro semestre.

Alguns investidores mostraram desapontamento com o PIB do quarto trimestre, e os principais índices acionários norte-americanos inverteram momentaneamente sua trajetória a território negativo após a divulgação dos dados.

“O fato de conseguirmos crescer um pouco no quarto trimestre fará pouco para injetar otimismo no ritmo da recuperação”, avaliou o analista Omer Esiner, da Commonwealth Foreign Exchange.

Inicialmente, o governo havia estimado que a economia encolheria em uma taxa anual de 0,1 por cento nos últimos três meses de 2012. Isso havia preocupado fortemente os economistas.

AUXÍLIO-DESEMPREGO

Um relatório separado mostrou nesta quinta-feira que o número de norte-americanos que fizeram pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 22 mil, para 344 mil, segundo números ajustados sazonalmente, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. O número da semana anterior foi revisado para mostrar mais 4 mil pedidos recebidos do que o previamente reportado.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que os pedidos da semana passada caíssem para 360 mil.

A média móvel de quatro semanas para novos pedidos, uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, caiu em 6.750, para 355 mil.

A taxa de desemprego avançou 0,1 ponto percentual em janeiro, para 7,9 por cento. O chairman do Federal Reserve, banco central dos EUA, Ben Bernanke, afirmou na quarta-feira que a taxa não deverá atingir níveis apropriados por alguns anos.

Um terceiro relatório divulgado nesta quinta-feira mostrou ainda que o ritmo das atividades de negócios no Meio-Oeste avançou levemente em fevereiro, na medida em que novas encomendas aumentaram.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que o termômetro comercial de Chicago subiu para 56,8 ante 55,6 em janeiro, superando as expectativas dos economistas de 54,3. Uma leitura acima de 50 indica expansão na economia regional.

Reportagem adicional de Lucia Mutikani em Washington

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