Democratas evitam falar em "aquecimento global" para carvoeiros
Por Chris Baltimore
CLEAR FORK, Estados Unidos (Reuters) - Tanto Hillary Clinton quanto Barack Obama estão falando menos em aquecimento global e preferindo termos como "carvão limpo" ao discursar para eleitores da Virgínia Ocidental e do Kentucky -- dois Estados que estão no coração da economia carvoeira dos EUA.
A Virgínia Ocidental realiza sua eleição primária na terça-feira. O Kentucky vota no dia 20.
Os dois candidatos deram ênfase às técnicas, até agora sem viabilidade econômica, que geram eletricidade a partir do carvão mineral sem jogar enormes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera.
"Precisamos de alguns grandes investimentos agora para entender como capturar e armazenar o dióxido de carbono do carvão", disse Hillary em comício na segunda-feira na localidade rural de Clear Fork, Virgínia Ocidental.
No caminho até lá, ela passou por pelo menos quatro grandes minas de carvão escavadas nos montes Apalaches.
Já o adversário dela está distribuindo no vizinho Kentucky folhetos em que diz que "Barack Obama acredita no carvão do Kentucky".
As usinas a carvão mineral geram cerca de metade da eletricidade consumida nos EUA, e representam cerca de 40 por cento das emissões norte-americanas de gases do efeito estufa. É o setor industrial que mais contribui com a poluição.
Hillary tem um plano para que até 2050 as indústrias dos EUA reduzam suas emissões de carbono para níveis 80 por cento inferiores aos de 1990. Mas não cita isso nas suas numerosas aparições dos últimos dias na Virgínia Ocidental e no Kentucky, Estados onde o setor emprega 39 mil pessoas. Continuação...


