Para Insulza, candidatos dos EUA só vêem Cuba e Venezuela na AL
WASHINGTON (Reuters) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, criticou na quinta-feira a "maneira equivocada" com que os dois presidenciáveis norte-americanos tratam a América Latina, com ênfase excessiva em Cuba e Venezuela.
No Chile, ele disse que na sua opinião falou-se "pouco" da região durante as eleições primárias, e que "agora se começa a falar mais, mas de maneira equivocada".
"Cada vez que um candidato fala sobre a América Latina e o Caribe, se refere quase exclusivamente a Venezuela e Cuba, o que demonstra que estão pouco informados ou pouco interessados no que ocorre no nosso continente", afirmou Insulza em nota.
"A escassa preocupação que se manifesta tem a ver com uma tentativa, bastante passada de moda, além do mais, de situar nossa região num cenário de conflito global", acrescentou.
Apesar disso, afirmou, a eleição norte-americana, entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, poderia servir para redefinir as relações entre Estados Unidos e seus vizinhos do sul.
"O novo presidente que for eleito nos EUA [...] deverá ter em conta que a América Latina e o Caribe já têm um caminho traçado em matéria de construção democrática e de solução pacífica de conflitos", afirmou.
Para Insulza, o novo presidente deveria se preocupar com o tema do comércio regional, inclusive a aprovação do pendente tratado de livre-comércio com a Colômbia, e com a imigração.
A maioria dos 12 milhões de imigrantes clandestinos nos EUA é oriunda do México, da América Central e do Caribe.
(Reportagem de Adriana Garcia)
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