Obama critica pastor e defende união racial nos EUA
Por Caren Bohan
FILADÉLFIA (Reuters) - O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama fez na terça-feira um discurso sobre temas raciais, em que criticou um pastor ao qual foi ligado, mas disse que não pode se desassociar dele.
Obama reagia à polêmica provocada por alguns sermões do pastor Jeremiah Wright, de uma igreja protestante de Chicago frequentada pelo senador por duas décadas.
"Temos uma escolha neste país. Podemos aceitar uma política que alimenta a divisão, o conflito, o cinismo. Ou, neste momento, nesta eleição, podemos nos unir e dizer: 'Não desta vez"', afirmou Obama.
Wright, que se aposentou recentemente, disse certa vez que os atentados de 11 de setembro de 2001 foram uma vingança contra a política externa dos EUA. Em outra ocasião, afirmou que o governo norte-americano é a fonte do vírus da Aids, e se manifestou contra o suposto racismo generalizado da sociedade.
"Não posso me dissociar dele da mesma forma que não posso me dissociar da comunidade negra", disse Obama, que pretende se tornar o primeiro presidente negro dos EUA.
O candidato afirmou que as declarações do pastor são não só polêmicas, mas também "expressam uma visão profundamente distorcida deste país --uma visão que vê o racismo branco como endêmico".
Obama disse que os EUA vivem "um impasse racial em que estamos parados há anos", mas que ele próprio --filho de uma branca do Kansas e de um negro do Quênia-- é a prova de que isso pode ser superado.
"Afirmei uma firme convicção --uma convicção arraigada em minha fé em Deus e na minha fé no povo norte-americano-- de que trabalhando juntos podemos transpor algumas das nossas velhas feridas raciais." Continuação...
