EUA vêem sinais de "limpeza étnica" no Quênia

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 09:23 BRST
 

ADIS ABEBA (Reuters) - Há claros sinais de "limpeza étnica" no vale do Rift, oeste do Quênia, desde a polêmica eleição de 27 de dezembro, mas isso não chega a caracterizar um genocídio, disse na quarta-feira a principal diplomata norte-americana para a África.

"Houve um esforço organizado para expulsar pessoas do vale do Rift. É claramente limpeza étnica, (mas) não considero genocídio", disse a secretária-assistente de Estado Jendayi Frazer a jornalistas, durante visita à Etiópia. "O ciclo de retaliação foi longe demais e se tornou mais perigoso."

O repentino mergulho do Quênia no caos -- onde mais de 850 pessoas morreram nos confrontos étnico-partidários -- horrorizou as potências mundiais, afetou a economia mais promissora da região e destruiu a imagem do país como uma nação estável e destino seguro para turistas.

Frazer disse que os EUA querem uma investigação sobre a violência, inclusive a morte de civis por policiais, e que os responsáveis devem ser punidos. Ela pediu a todos os líderes quenianos que evitem a retórica inflamatória.

Os distúrbios começaram depois que a oposição acusou o presidente Mwai Kibaki de fraude no pleito que o reelegeu.

(Por Tsegaye Tadesse)

 
Photo