Hillary discorda que corrida por vaga democrata tenha acabado
Por John Whitesides
WASHINGTON (Reuters) - Alguém se esqueceu de contar para Hillary Clinton que a corrida pela indicação do Partido Democrata para disputar as eleições presidenciais dos Estados Unidos acabou e Barack Obama chegou em primeiro lugar.
Obama venceu em mais Estados, conquistou mais votos e obteve mais delegados eleitos para a convenção da legenda que ajudará a decidir qual será o candidato democrata a enfrentar o senador John McCain, do Partido Republicano, na eleição presidencial, em novembro.
Mas Hillary, senadora pelo Estado de Nova York que já passou perto da derrota na batalha com Obama outras vezes, rechaça as previsões negativas e ainda vê uma pequena chance de sair da disputa vitoriosa.
"Ouço isso da boca de algumas pessoas", afirmou Hillary, em um bate-papo sobre se deveria desistir de sua pré-candidatura e permitir ao Partido Democrata concentrar-se na disputa de novembro.
"No entanto, a coisa mais comum que as pessoas me dizem é: 'Não desista, continue lutando. Estamos com você'. E eu me sinto muito bem com isso porque pretendo persistir nesse caminho", disse a senadora a repórteres na terça-feira.
Hillary, porém, não ouviu essas declarações encorajadoras de comentaristas dos meios de comunicação ou de simpatizantes de Obama, que se perguntam por que a pré-candidata insiste na batalha quase impossível para suplantar seu adversário, senador pelo Estado de Illinois.
O jornal Politico afirmou que Hillary "não possui praticamente nenhuma chance de vencer". Um colunista do New York Times classificou a campanha dela de uma "audácia da falta de esperança" -- trocadilho com o livro de Obama "The Audacity of Hope" (a audácia da esperança).
O governador do Novo México, Bill Richardson, disse ser hora de os democratas unirem-se ao redor de Obama. Continuação...
