McCain distancia-se lenta, mas insistentemente, de Bush
Por Steve Holland
WASHINGTON (Reuters) - Lenta, mas insistentemente, o candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, distancia-se do impopular presidente do país, George W. Bush, seu companheiro de legenda.
Nesta semana, coube ao candidato referir-se à malfadada faixa "Missão Cumprida" que a Casa Branca dependurou atrás de Bush cinco anos atrás quando o presidente declarou o fim das grandes operações de combate no Iraque.
"Naquela época, eu acreditei que aquilo não havia sido correto", disse McCain em Cleveland, na quinta-feira, antes de criticar os vários comentários do vice-presidente Dick Cheney, surgidos ao longo dos anos, sobre a insurgência iraquiana estar em seus "últimos suspiros".
O candidato, na semana passada, surpreendeu alguns membros da Casa Branca ao declarar que Bush desempenhou um papel "desastroso" em meio à crise provocada pelo furacão Katrina, em 2005, em Nova Orleans.
"Nunca mais", afirmou McCain sobre isso.
Essa é uma estratégia nascida da necessidade, já que o candidato precisa derrotar as estatísticas a fim de conquistar um terceiro mandato consecutivo para seu partido à frente da Casa Branca, feito realizado apenas uma única vez nos últimos 50 anos de história norte-americana.
Especialistas em questões políticas dizem que McCain distanciou-se em parte de Bush, cujos índices de aprovação ficaram em 27 por cento em uma pesquisa recente do Wall Street Journal/NBC News. A mesma enquete descobriu que 43 por cento dos norte-americanos "temiam bastante" que McCain seguiria em parte a agenda do atual dirigente.
"A matemática sugere que John McCain precisa dos votos de várias das pessoas que desaprovam a Presidência de George W. Bush neste momento", afirmou o republicano Whit Ayres, um especialista em pesquisas. Continuação...

