Irritado, Trump culpa inteligência dos EUA por vazamento de informações sobre dossiê “falso”

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 19:35 BRST
 

Por Ayesha Rascoe

NOVA YORK (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou nesta quarta-feira, em tom irritado, a divulgação na mídia de supostas informações de que ele teria sido flagrado em uma posição comprometedora na Rússia, e atacou agências de inteligência dos EUA sobre o vazamento da informação.

“Acho que foi vergonhoso, vergonhoso que agências de inteligências permitiram o vazamento de qualquer informação que se provou ser tão falsa”, disse Trump em uma coletiva de imprensa. Ele classificou o dossiê que fez acusações sobre ele como “notícia falsa” e “de araque”.

“Eu acho que isso é uma desgraça… isso é algo que a Alemanha nazista teria feito”, disse o republicano dias antes de tomar posse.

Pela primeira vez, Trump reconheceu que a Rússia provavelmente hackeou o Comitê Nacional Democrata e os emails de outros altos representantes do partido durante a eleição presidencial de 2016, mas defendeu sua meta de ter melhor relacionamento com Moscou. 

“Se Putin gosta de Donald Trump, eu considero que isso seja um ativo, não um risco”, disse Trump a cerca de 250 repórteres no lobby de seu escritório em Nova York. 

Trump, que disse esperar por um bom relacionamento com o presidente russo, Vladimir Putin, mas não pode garantir que isso aconteça, disse ter solicitado a agentes de inteligência um relatório sobre defesa contra ciberataques, em um prazo de 90 dias.

A CNN noticiou na terça-feira sobre a existência do documento e o site BuzzFeed publicou o texto na íntegra.

Duas fontes do governo norte-americano disseram que as alegações, consideradas por uma delas como “infundadas”, estavam em um memorando de duas páginas anexado a um relatório sobre a interferência da Rússia na eleição de 2016, que foi apresentado na semana passada para Trump e para o presidente Barack Obama.   Continuação...

 
Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva. 11/01/2017. REUTERS/Shannon Stapleton