Diretor do FBI confirma investigação sobre Rússia e diz que Moscou apoiou Trump

segunda-feira, 20 de março de 2017 21:14 BRT
 

Por Patricia Zengerle e Warren Strobel

WASHINGTON (Reuters) - O diretor do FBI, James Comey, confirmou nesta segunda-feira pela primeira vez que a agência está investigando possíveis laços entre a campanha presidencial do republicano Donald Trump e a Rússia, e que Moscou tentou influenciar as eleições norte-americanas de 2016.

Comey e o almirante Mike Rogers, diretor da Agência de Segurança Nacional, deixaram claro que a investigação sobre as eleições nos Estados Unidos e Moscou pode durar meses.

Os dois permaneceram cinco horas e meia no Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados em depoimento marcado por divisões estreitamente partidárias entre republicanos, maioria na comissão, e democratas.

Comey recusou-se a voltar atrás na sua afirmação de que o presidente russo, Vladimir Putin, não queria simplesmente que a candidata presidencial democrata Hillary Clinton perdesse a eleição; ele queria que Donald Trump ganhasse.

"Putin odiava tanto a secretária Clinton que o outro lado da moeda era que ele tinha uma clara preferência pela pessoa que concorria contra a pessoa que ele odiava tanto", disse.

O diretor do FBI também contestou Trump publicamente, questionando alegações do republicano segundo as quais o ex-presidente Barack Obama monitorou sua campanha eleitoral em 2016.

Comey disse na audiência que não encontrou nenhum indício que sustente a afirmação de Trump de que Obama ordenou a instalação de escutas na Trump Tower, seu quartel-general de campanha em Nova York.

No começo de março Trump criou polêmica ao tuitar, sem oferecer provas, que Obama vigiou sua campanha durante a disputa presidencial contra a democrata Hillary Clinton.   Continuação...

 
Presidente dos EUA, Donald Trump
20/03/2017
REUTERS/Jonathan Ernst