Assange se diz pronto para encerrar impasse após Suécia arquivar investigação

sexta-feira, 19 de maio de 2017 15:58 BRT
 

Por Simon Johnson e Michael Holden

ESTOCOLMO (Reuters) - Promotores suecos encerraram nesta sexta-feira investigação sobre o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, por acusação de estupro, mas a polícia britânica afirmou que ainda assim ele será preso se deixar o prédio da embaixada do Equador em Londres, onde está abrigado.

Assange, de 45 anos, se refugiou na embaixada em 2012 para evitar a extradição para a Suécia devido à acusação de duas mulheres de estupro e abuso sexual, que ele nega.

Assange temia ser entregue pela Suécia aos Estados Unidos para enfrentar acusações pela publicação de milhares de documentos secretos militares e diplomáticos norte-americanos pelo WikiLeaks, em um dos maiores vazamentos de informações da história dos EUA.

Assange disse nesta sexta-feira que está preparado para conversar com o Reino Unido e com os Estados Unidos após a Suécia arquivar a investigação, mas defendeu seu direito de continuar na embaixada do Equador em Londres.

Aparecendo na sacada da embaixada no centro da capital britânica, Assange criticou os governos do Ocidente, mas disse estar preparado para começar a dialogar.

"A estrada está longe de terminar. A guerra está apenas começando", disse Assange após levantar um punho fechado em gesto de vitória. "Minha equipe legal entrou em contato com autoridades do Reino Unido e nós esperamos começar um diálogo sobre qual é o melhor caminho a seguir."

"Embora tenham sido feitos comentários extremamente ameaçadores, estou sempre feliz em dialogar com o Departamento de Justiça sobre o que aconteceu".

A procuradoria sueca informou em comunicado que não pode avançar com a investigação devido a obstáculos legais. Em um documento judicial visto pela Reuters, a procuradora-chefe, Marianne Ny, disse que não há mais caminhos para se levar a investigação em frente.   Continuação...

 
Assange fala da sacada da embaixada do Equador em Londres
 19/5/2017     REUTERS/Peter Nicholls