Autoridade da Casa Branca é pessoa de interesse em investigação sobre Rússia, diz jornal

sexta-feira, 19 de maio de 2017 20:03 BRT
 

Por Paul Simao

WASHINGTON (Reuters) - Um consultor sênior da Casa Branca é uma pessoa de interesse significativo na investigação sobre possíveis laços entre a campanha eleitoral do presidente Donald Trump e a Rússia, informou o jornal Washington Post nesta sexta-feira, citando pessoas familiares à questão.

O Post relatou que suas fontes não identificaram a autoridade, mas a descreveram como uma pessoa próxima ao presidente Trump.

    A reportagem foi publicada num momento em que Trump viajava para a Arábia Saudita na primeira etapa de uma viagem ao exterior, que a Casa Branca espera distanciar a atenção da tempestade política gerada pela demissão na semana passada do ex-diretor do FBI James Comey.

Comey estava liderando a investigação sobre possível interferência russa na eleição presidencial norte-americana de 2016 e possíveis laços com a campanha de Trump.

Sua demissão e relatos de que Trump havia anteriormente pedido para Comey parar de investigar o ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn fizeram com que críticos acusassem Trump de ter buscado indevidamente impedir a investigação do FBI.

“Como o presidente afirmou anteriormente – uma investigação minuciosa irá confirmar que não houve envolvimento entre a campanha e qualquer entidade estrangeira”, disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em comunicado, em resposta à reportagem do Post.

Após dias de agitação em Washington, o Departamento de Justiça anunciou a nomeação na quinta-feira de um conselheiro especial para investigar a interferência russa na eleição de 2016 e possível coordenação com a campanha de Trump.

    Separadamente, o New York Times informou nesta sexta-feira que Trump disse a autoridades russas em encontro na Casa Branca na semana passada que demitir Comey aliviou “grande pressão” que o presidente estava enfrentando da investigação em curso sobre a Rússia e a eleição.   Continuação...

 
Vista da Casa Branca em Washington
 7/2/2017      REUTERS/Jim Bourg