Irã diz que vai processar EUA e Grã-Bretanha por explosão
TEERÃ (Reuters) - O Poder Judiciário do Irã disse na segunda-feira que vai abrir um processo internacional contra Estados Unidos e Grã-Bretanha, acusados por autoridades iranianas de dar suporte financeiro aos responsáveis por uma explosão que matou 14 pessoas em uma mesquita.
O ministro da Inteligência iraniano disse na semana passada que o Irã prendeu cinco ou seis membros de um grupo terrorista ligado aos dois países. A explosão matou 14 pessoas e feriu outras 200 na cidade de Shiraz.
Autoridades iranianas já haviam dito que a explosão do dia 12 de abril, ocorrida durante um sermão de um importante clérigo local, foi causada por explosivos deixados numa exposição que relembrava a guerra Irã-Iraque (1980-88).
O porta-voz do Judiciário, Ali-Reza Jamshidi, afirmou à televisão estatal que os terroristas responsáveis pelo ataque eram agentes dos governos norte-americano e britânico no Irã.
"A relação daqueles que plantaram as bombas em Shiraz com os EUA e a Grã-Bretanha foram identificadas. Eles tinham apoio financeiro e, de fato, agiam como agentes internacionais no Irã", disse.
"Diante dos documentos obtidos, o Judiciário, em colaboração com o governo e com o Ministério das Relações Exteriores, vai abrir um processo com autoridades internacionais contra os apoiadores, que, ao mesmo tempo em que dizem combater o terrorismo, também fornecem equipamentos a eles", disse o porta-voz.
Ele se referia claramente à Grã-Bretanha e aos EUA, mas não deu detalhes sobre como Teerã vai entrar com uma ação legal contra eles.
O Irã já acusou os dois países de tentar desestabilizar a república islâmica ao dar apoio a rebeldes, principalmente nas conturbadas áreas de fronteira.
As acusações de Irã reproduzem as feitas por autoridades norte-americanas, que dizem que o Irã apóia as milícias xiitas que lutam contra as forças de segurança iraquianas e norte-americanas no Iraque. Teerã nega. Continuação...


