Obama se diz animado com queda da violência no Iraque
FLINT, Estados Unidos (Reuters) - O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na segunda-feira estar animado pela redução da violência no Iraque, mas reafirmou seu apoio à retirada das tropas norte-americanas do país.
Obama, que conseguiu a indicação do partido democrata à presidência no início do mês e irá concorrer em novembro contra o republicano John McCain, falou sobre a melhora nas condições de segurança do Iraque em uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Hoshiyar Zebari.
"Ressaltei para ele o quanto eu estava animado com a redução da violência no Iraque, deixando claro que não temos interesse em manter bases permanentes no Iraque", disse Obama a repórteres no aeroporto de Flint, onde acabava de chegar para um evento sobre economia.
Obama, que é senador por Illinois, conversou com Zebari um dia depois de uma autoridade iraquiana se encontrar em Washington com McCain, que é senador por Arizona. A campanha do republicano enfatiza a política internacional e a segurança nacional e diz que Obama não tem experiência para governar o país.
McCain, que apoiou fortemente o aumento das tropas norte-americanas no Iraque, tem apontado a melhora nas condições no Iraque como prova de que o aumento das tropas funcionou. A campanha de McCain acusa Obama, crítico da guerra há tempos, de não considerar os ganhos em segurança ocasionados pelo aumento.
Obama diz que começaria a retirar as tropas do Iraque logo após assumir o poder. Seu plano é retirar uma ou duas brigadas por mês, o que permitiria uma retirada de todas as tropas de combate em 16 meses.
O senador por Illinois, que está em seu primeiro mandato, disse que falou a Zerbari que, caso conquiste a Presidência, "a administração Obama garantiria a continuidade dos progressos feitos no Iraque. Não agiríamos de forma precipitada".
Mas ele afirmou que é importante começar a retirada das tropas, como sinal de que a ocupação norte-americana no Iraque é "finita".
(Reportagem de Caren Bohan)
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