Gesto de atirador em base dos EUA é "impossível", diz avô
AL-BIREH, Cisjordânia (Reuters) - O avô do psiquiatra do exército norte-americano acusado de matar a tiros 13 pessoas e ferir outras 30 em uma base do Texas disse no sábado que é impossível acreditar que seu neto tenha cometido tal ato.
"Ele é um médico e ama os EUA", disse à Reuters Ismail Mustafa Hamad, em entrevista em sua casa na cidade palestina de Al-Bireh. "Os Estados Unidos fizeram dele o que ele é."
Nascido nos EUA, o major Nidal Malik Hasan, de 39 anos, muçulmano e filho de imigrantes, foi atingido durante o ataque e está detido em um hospital em San Antonio, no Texas.
"Se ele ficou bravo ou algo assim eu não sei... o que sei é que é impossível ele ter feito uma coisa dessas", acrescentou Hamad, de 88 anos.
Hasan, que passou anos aconselhando soldados feridos, muitos dos quais perderam membros do corpo lutando no Iraque e no Afeganistão, visitou o avô na Cisjordânia pela última vez há cerca de dez anos. Hamad disse ter visitado o neto nos EUA desde então.
O avô descartou uma motivação político para o gesto. "Ele costumava vir à minha casa, para ficar comigo e me distrair. Nunca se interessou por política e nem gostava de assistir televisão", disse Hamad.
O coronel John Rossi, porta-voz da base de Fort Hood, a maior instalação militar do mundo, disse que Hasan está inconsciente mas em condição estável.
Usando duas armas, sendo uma delas semiautomática, o atirador abriu fogo aparentemente sem aviso na base texana, onde tropas faziam exames médicos antes de ser enviadas em missão ao exterior.
Hasan foi transferido para Fort Hood em abril e deveria ser enviado ao Afeganistão. Continuação...

