Trégua acalma Cairo; militares não adiarão eleição
Por Marwa Awad e Patrick Werr
CAIRO (Reuters) - Uma trégua entre a polícia egípcia e manifestantes durante a madrugada desta quinta-feira conseguiu aplacar a violência que matou 39 pessoas em cinco dias, e o Exército afirmou que não haverá adiamento da eleição parlamentar prevista para a próxima semana.
As manifestações de milhares de egípcios furiosos com a lenta transferência de poder por parte da liderança militar para um regime civil levaram a violentos confrontos com a polícia, em cenas semelhantes à revolta popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak em fevereiro.
Os manifestantes prometeram não deixar a praça central Tahrir, no Cairo, que mais uma vez se tornou palco de protesto público no país árabe mais populoso.
O conselho militar, que atualmente governa o Egito e prometeu realizar as eleições parlamentares como previsto, disse estar fazendo todo o possível para impedir a repetição da violência.
Em comunicado, o conselho pediu desculpas, ofereceu suas condolências às famílias dos mortos, e prometeu uma rápida investigação para descobrir quem estava por trás dos incidentes.
Um membro do conselho dirigente, o general Mamdouh Shaheen, disse em entrevista coletiva que não haveria atraso da votação parlamentar, agendada para segunda-feira.
"Não vamos adiar as eleições. Esta é a palavra final", afirmou.
Outro membro do conselho, o general Mokhtar al-Mullah, criticou os manifestantes. Continuação...

