ONU discute situação na Síria; revolta se aproxima de Damasco

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 10:32 BRST
 

Por Mariam Karouny

HARASTA, Síria, 27 Jan (Reuters) - O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta sexta-feira para discutir a próxima ação sobre a Síria e representantes do conselho entregarão aos países-membros um novo rascunho de resolução árabe-ocidental, num momento em que combates entre tropas e rebeldes chegam mais perto da capital Damasco.

Esperava-se que o Marrocos distribuísse na reunião o novo modelo de resolução, que apoia o pedido da Liga Árabe de que o presidente sírio, Bashar al-Assad, transfira seus poderes a seu vice para estabelecer um governo de união e preparar eleições, após os dez meses de repressão contra manifestantes pró-democracia.

"O Conselho de Segurança da ONU se reunirá em consultas a portas fechadas nesta sexta-feira às 18h (horário de Brasília) em Nova York para discutir as medidas a tomar na situação na Síria", informou a missão francesa no organismo em seu Twitter (@FranceONU).

No entanto, a Rússia já anunciou que o esboço árabe, com apoio de nações ocidentais, é inaceitável para o país em sua atual forma porque não leva em consideração a posição russa, disse a agência de notícias Itar-Tass.

O CS pode votar, no início da semana que vem, a resolução que diplomatas da Grã-Bretanha e da França estão elaborando em consultas com Catar, Marrocos, Estados Unidos, Alemanha e Portugal, disseram os enviados. O documento substitui um texto russo que os diplomatas ocidentais consideraram muito brando.

A delegação marroquina se reuniu na quinta-feira com diplomatas russos e chineses para lhes apresentar a versão mais recente do rascunho, afirmaram diplomatas do conselho à Reuters.

O rascunho, obtido pela Reuters, pede uma "transição política", mas não sanções da ONU à Síria, algo que a Rússia disse não apoiar.

A Rússia, assim como a China, vetou em outubro um rascunho de resolução europeu que criticava a Síria e a ameaçava com sanções. Não está claro se o governo russo está disposto a brandir seu veto novamente para bloquear a ação do conselho na Síria.   Continuação...