França diz que plano de Genebra para Síria prevê saída de Assad

domingo, 1 de julho de 2012 13:45 BRT
 

PARIS, 1 Jul (Reuters) - O ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse neste domingo que o texto acordado pelos membros do Conselho de Segurança da ONU em Genebra sobre a transição política na Síria implica na renúncia do presidente Bashar al-Assad.

No sábado, as potências mundiais concordaram em Genebra que um governo de transição deveria ser criado na Síria para acabar com o conflito no país, mas pareceram não ter entrado em acordo sobre como seria a participação de Assad no processo.

Quando perguntado por que pareceu que a Rússia e a China tinham uma perspectiva diferente sobre o futuro de Assad, Fabius disse:

"Mesmo que eles digam o contrário, o fato de que o texto diz especificamente que haverá um governo de transição com todos os poderes, isso significa que não será Bashar al-Assad".

"A oposição nunca vai concordar com ele, então isso sinaliza implicitamente que Assad que deve sair", disse Fabius ao canal de TV TF1.

O ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse no sábado que o plano não implicava que Assad deveria renunciar já que não havia qualquer condição que excluísse qualquer grupo da unidade nacional proposta.

O enviado de paz da ONU Kofi Annan disse que após as negociações o governo deveria incluir membros do governo de Assad e da oposição síria e que deveria organizar eleições livres.

A França, junto com alguns países ocidentais e árabes, tem tentado há meses aumentar a pressão sobre Damasco. O país tem procurado chegar a um acordo com a Rússia, que apoia Assad, para permitir medidas mais duras pelo Conselho de Segurança e avançar rumo a uma transição política.

(Por John Irish)

 
O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, comparece a uma reunião na sede europeia das Nações Unidas em Genebra para discutir a Síria. Fabius disse que o texto acordado pelos membros do Conselho de Segurança da ONU sobre a transição política na Síria implica na renúncia do presidente Bashar al-Assad. 30/06/2012 REUTERS/Valentin Flauraud