Hillary visita Laos e enfrenta o legado da Guerra do Vietnã
Por Arshad Mohammed
VIENTINANE, 11 Jul (Reuters) - Hillary Clinton enfrentou um legado doloroso da Guerra do Vietnã nesta quarta-feira, quando a secretária de Estado norte-americana conheceu um homem que perdeu a visão e as duas mãos por uma bomba de fragmentação, na primeira visita ao Laos de uma ocupante do principal cargo da diplomacia dos EUA em quase seis décadas.
Os Estados Unidos lançaram mais bombas sobre a nação do Sudeste Asiático do que sobre a Alemanha e o Japão juntos na 2a Guerra Mundial, num esforço inútil para destruir as linhas de abastecimento do Vietnã do norte para o sul ao longo da trilha Ho Chi Minh.
Mais de três décadas após o fim da Guerra do Vietnã, o país ainda está lutando para livrar-se de uma estimativa de 80 milhões de munições de fragmentação e outros engenhos explosivos não detonados que matam e mutilam cerca de 100 pessoas por ano.
"Aqui em Laos, o passado está sempre conosco", disse Hillary depois de visitar um centro que faz próteses para as vítimas.
A visita de cerca de quatro horas de Hillary à nação comunista foi a primeira de um secretário de Estado dos EUA desde que John Foster Dulles visitou Vientiane em 1955.
As conversas de Hillary com o primeiro-ministro e o ministro de Relações Exteriores de Laos constituíram uma tentativa de melhorar as relações com um país que se mantém distante dos Estados Unidos, mas agora está à procura de laços melhores, em parte como um contrapeso à China e ao Vietnã.
"Quando me encontrei com o ministro das Relações Exteriores, traçamos o arco da nossa relação, desde tratar das heranças trágicas do passado até encontrar novas formas de parceria para o futuro", disse Hillary a diplomatas norte-americanos ao resumir sua visita.
Durante a sua curta passagem, Hillary colocou uma oferenda de flores de lótus no colo de uma estátua em um templo budista do século 16. Continuação...

