Hillary alerta Quênia para custo de agitação durante as eleições

sábado, 4 de agosto de 2012 16:18 BRT
 

Por Andrew Quinn

NAIROBI, 4 Ago (Reuters) - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pressionou o Quênia no sábado, para que o país realize eleições justas e livres e que seja um exemplo para a África, enfatizando a necessidade de evitar a perda econômica e o derramamento de sangue, que aconteceram durante a eleição de cinco anos atrás.

A eleição geral, que ocorrerá em março do ano que vem, será a primeira desde a polêmica eleição de 2007, que desencadeou um massacre étnico com base política, matando mais de 1,2 mil pessoas.

"Estimulamos a nação a se unir e preparar as eleições que serão um verdadeiro modelo para o mundo inteiro," disse Hillary aos jornalistas em Nairobi.

Ela se reuniu com o Presidente Mwai Kibaki, que está impedido por lei de concorrer a um terceiro mandato, e com o primeiro ministro Raila Oding, que lidera as pesquisas de opinião na corrida para substituí-lo.

Os dois eram os principais rivais na disputada campanha presidencial, quando o então líder da oposição, Odinga, acusou Kibaki de roubar votos.

Gangues se enfrentaram com facões e cassetetes e as forças de segurança abriram fogo contra elas, até que o mediador, Kofi Annan, intermediou um pacto de divisão de poder entre Kibaki e Odinga, que pôs fim à violência e deu a Odinga o cargo de primeiro-ministro.

Antes de se reunir com membros da comissão eleitoral do Quênia, Hillary disse aos repórteres que nas suas conversações com Kibaki havia enfatizado "a importância de uma eleição transparente, confiável e de um processo eleitoral livre e justo".

A secretária fez um alerta sobre o custo de outra eleição fracassada, estimulando o governo e a sociedade civil a trabalharem juntos.   Continuação...