Explosão de carro-bomba mata autoridade de segurança em Beirute

sexta-feira, 19 de outubro de 2012 14:35 BRT
 

Por Oliver Holmes e Mariam Karouny

BEIRUTE, 19 Out (Reuters) - Um enorme carro-bomba explodiu no centro de Beirute nesta sexta-feira, matando oito pessoas, entre elas uma importante autoridade de segurança libanesa, cujas investigações implicaram Síria e Hezbollah no assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik al-Hariri há sete anos.

O ataque durante a hora do rush deixou ainda cerca de 80 feridos, levantando temores de que a guerra na Síria respingue no Líbano.

Entre os mortos está Wissam al-Hassan, chefe da agência de inteligência libanesa que também revelou um recente plano de ataque a bomba que levou à prisão de um político pró-Síria, segundo uma autoridade da Líbia.

Al-Hassan era um aliado próximo de Hariri, que foi morto num ataque a bomba em 2005 no centro de Beirute. A investigação de Al-Hassan sobre a morte de Hariri mostrou evidências que implicaram a Síria e o grupo Hezbollah no assassinato.

A explosão desta sexta ocorreu num momento de crescente tensão entre facções libanesas em lados opostos do conflito na vizinha Síria.

O carro atravessou a rua onde o escritório do partido anti-Damasco Falange Cristã está localizado, perto da praça Sassine em Ashrafiyeh, uma área de maioria cristã.

O líder do Falange, Sami al-Gemayel, um adversário ferrenho do presidente sírio, Bashar al-Assad, e membro do Parlamento, condenou o ataque.

"Deixe o Estado proteger os cidadãos. Nós não vamos aceitar qualquer procrastinação nesta questão, não podemos continuar assim. Estamos alertando há um ano. Chega", disse Gemayel, cujo irmão foi assassinado em novembro de 2006.   Continuação...

 
Visão do estrago resultado de explosão no distrito de Ashrafiyeh, no centro de Beiture nesta sexta-feira. Um enorme carro-bomba explodiu no centro de Beirute matando oito pessoas, entre elas uma importante autoridade de segurança libanesa, cujas investigações implicaram Síria e Hezbollah no assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik al-Hariri há sete anos. 19/10/2012 REUTERS/Ahmed Jadallah