Nova York se encolhe à espera do furacão Sandy
Por Michelle Conlin
NOVA YORK, 29 Out (Reuters) - Dizem que Nova York é a cidade que nunca dorme. Mas, andando no domingo por Manhattan, parecia que muitas empresas estavam preparadas para uma pausa, talvez por vários dias.
Um furacão monstruoso, com potencial para ser o maior já registrado a atingir os Estados Unidos, avançava rumo à cidade, ameaçando provocar prejuízos catastróficos, inundações bíblicas e apagões com duração de vários dias.
Na Times Square, os restaurantes, lojas de produtos eletrônicos e perfumarias estavam dispensando funcionários antes das 19h, horário em que o metrô pararia de circular. As mesmas cenas se repetiam em locais movimentados, como a avenida Madison, o Greenwich Village e a Bleeker Street. Muitos estabelecimentos não tinham prazo para reabrir.
"Depois de segunda-feira, os empregados ficarão de prontidão", disse Jerome Ison, balconista da loja Burberry.
Na padaria Magnolia, cujos cupcakes se tornaram famosos graças à série de TV "Sex and the City", os fornos foram desligados por volta de 12h, e novas fornadas foram canceladas.
Em toda Manhattan, vendedores de pretzels e "hot-dogs" estavam recolhendo suas coisas e, em muitos casos, cruzando as pontes e túneis que levam a Nova Jersey, Brooklyn e Staten Island.
"Todo mundo está indo embora", disse a vendedora de amendoim Miah Daras, moradora do Bronx. "Para mim, está sendo um prejuízo de 300 dólares por dia."
A fuga de Manhattan foi motivada pela interrupção generalizada dos transportes, uma situação que ilustra uma divisão socioeconômica -- há muitos moradores ricos em Manhattan, mas quem lhes presta serviços tende a viver nos outros "boroughs" (distritos) da cidade. Continuação...

