Vítimas do furacão Sandy podem esperar semanas por seguros

sábado, 3 de novembro de 2012 13:55 BRST
 

WASHINGTON, 3 Nov (Reuters) - Pat Groover ligou para a empresa de seguros na terça-feira pela manhã, um dia após uma grande árvore levada pela tempestade Sandy destruir a fachada da casa de um vizinho e levantar sarjetas em frente a sua residência. O caminho da destruição continuou - a árvore foi parar no carro de Pat em sua garagem em Nova Jersey.

A árvore ainda está lá. Pat tem medo de que ela seja removida antes de obter resposta de sua seguradora, o que ainda não aconteceu.

"Disseram-me que me ligariam em três dias. Eu não ouvi nada ainda e estou cansada disso", disse Pat. "Eu liguei hoje de novo e fiquei em espera há tanto tempo que desisti. Você não pode fazer nada até que você tenha ouvido o regulador."

Seguradoras na costa leste já tiveram dezenas de milhares de reivindicações. A Federação dos Consumidores dos EUA estimou que haverá centenas de milhares de ações movidas antes de todos os porões serem bombeados e os telhados substituídos.

Apesar de milhares de seguradores extras terem ido a campo nos estados com mais dificuldades desde que a tempestade chegou, vai levar um longo tempo antes de que cada proprietário e locatário veja um regulador de seguros em pessoa.

"Estamos trabalhando o mais rápido possível", disse um porta-voz da The Hartford, seguradora de Pat. "Nossa equipe de reivindicações de catastrófes está trabalhando o tempo todo, mas ainda estamos à espera de permissão das autoridades locais para acessar algumas áreas. Esta foi uma tempestade devastadora e altamente incomum."

Quanto tempo devem esperar as vítimas do furacão Sandy? "Pode ser uma semana, duas semanas ou três semanas antes que alguém da companhia de seguros chegue lá", alertou Charles Richard Tutwiler, um regulador de seguro público de Tampa, na Flórida, que tem representado consumidores em reclamações relacionadas a tempestades por várias décadas.

(Por Linda Stern)

 
Governador de Nova Jersey Chris Christie abraça Marilyn Pribish, moradora de região atingida pelo furacão Sandy. 02/11/2012 REUTERS/Governor's Office/Tim Larsen/Handout