Suicida mata 50 homens da segurança síria, diz oposição
Por Mariam Karouny e Tom Perry
BEIRUTE, 5 Nov (Reuters) - Um suicida islâmico dentro de um carro-bomba matou ao menos 50 homens da segurança síria na província de Hama na segunda-feira, disse um grupo de oposição.
O ataque é um dos mais violentos já ocorridos contra as forças do presidente Bahar al-Assad no levante que já dura 20 meses. Outro dia de violência sem trégua na Síria coincidiu com novas conversas sobre união no Catar entre as facções da oposição.
A mídia estatal síria informou que um suicida alvejou um centro de desenvolvimento rural em Sahl al-Ghab, na província de Hama, mas disse que o total de mortos ficou em dois.
Rami Abdelrahman, diretor do Observatório Sírio para Direitos Humanos, afirmou que o centro era usado por forças de segurança e por milícias pró-Assad como uma de suas maiores bases na região.
"Um combatente do Nusra Front se explodiu", disse ele. "Ele foi com o carro dele até o centro e aí provocou a explosão. Uma série de explosões se seguiu. Ao menos 50 morreram."
O grupo Nusra Front, formado por muçulmanos salafistas ultraortodoxos inspirados na Al Qaeda, já assumiu a responsabilidade por diversos ataques suicidas em Damasco e em outros locais no passado. Ele opera independentemente de outras facções rebeldes, algumas das quais o criticam por táticas indiscriminadas.
A agência de notícias estatal Sana disse: "Um terrorista se explodiu no centro, o que resultou em uma série de vítimas. Dois cidadãos morreram e vários ficaram feridos."
As autoridades sírias costumam culpar militantes islâmicos apoiados por estrangeiros pela revolta anti-Assad. Até agora cerca de 32 mil pessoas já morreram na insurreição. Continuação...

