5 de Novembro de 2012 / às 21:34 / 5 anos atrás

Obama e Romney jogam últimas fichas em Estados-chave

Os dois candidatos à eleição presidencial dos Estados Unidos, Barack Obama (E) e Mitt Romney (D) são vistos durante eventos de camapanha nos EUA. O presidente dos EUA e seu desafiante republicano encerraram sua campanha na segunda-feira percorrendo Estados que deverão ser estratégicos para definir a acirrada disputa dos últimos meses pela Casa Branca. 03/11/2012 REUTERS/Jason Reed (Obama) e 31/10/2012 Brian Snyder/Files (Romney)

Por John Whitesides

WASHINGTON, 5 Nov (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, e seu desafiante republicano, Mitt Romney, encerraram sua campanha na segunda-feira percorrendo Estados que deverão ser estratégicos para definir a acirrada disputa dos últimos meses pela Casa Branca.

Ambos os candidatos buscaram estimular o comparecimento às urnas de eleitores convictos, além de atraírem os últimos indecisos que restam, a poucas horas da abertura das urnas.

As pesquisas indicam situação de empate em nível nacional, mas com ligeira vantagem de Obama nos oito ou nove Estados decisivos.

Num comício em Madison, Wisconsin, o democrata atraiu uma grande multidão, que foi animada por Bruce Springsteen. “Wisconsin, amanhã vocês terão uma escolha a fazer”, disse ele. “É uma escolha entre duas visões diferentes da América.”

Depois de passar o ano na defensiva por causa do desemprego persistentemente alto durante seu mandato, Obama disse que o eleitorado terá de escolher entre “as políticas de cima para baixo (dos republicanos), que destruíram nossa economia”, e a abordagem dele próprio para levar o país adiante.

Falando em Lynchburg, na Virgínia, Romney disse aos eleitores que falta “um último empurrão” para chegar à Casa Branca. “Só estamos a um dia de um recomeço, a um dia do começo de um reinício”, afirmou.

Pelo sistema eleitoral norte-americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral com 538 delegados. Cada Estado envia um número fixo de delegados ao Colégio, proporcional à sua representação no Congresso, e em quase todos os Estados o vencedor local leva todos os delegados, independentemente da margem de votos sobre o segundo colocado.

Por isso, a eleição acaba sendo decidida em um punhado de Estados onde é impossível prever o resultado de antemão --são Estados estratégicos, ou “swing states”, em inglês. Nos Estados solidamente republicanos ou democratas, praticamente não há campanha eleitoral.

Na segunda-feira, Obama visitou três desses Estados decisivos, e Romney foi a quatro deles.

OLHOS EM OHIO

Todos os olhares estão voltados para Ohio, no Meio-Oeste, que tem 18 votos no Colégio Eleitoral. Após votar pela manhã em Massachusetts, seu Estado, Romney poderá fazer uma visita de última hora a Ohio, para tentar estimular o comparecimento de seus seguidores às urnas - nos EUA, o voto é facultativo, e as campanhas realizam um grande esforço para convencer as pessoas a saírem de casa para votar.

Se as pesquisas estiverem certas, Obama precisa garantir a vitória em Wisconsin, Ohio e Iowa para reunir os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral. São justamente esses os Estados que Obama planejava visitar na véspera da votação.

As pesquisas indicam uma ligeira vantagem dele nos três. O último comício, no fim da noite de segunda-feira, será em Iowa, de onde ele guarda boas lembranças - sua vitória no “caucus” (assembleia eleitoral) democrata de lá marcou o início da sua trajetória vitoriosa em 2008.

Romney, por sua vez, visitará, além de Ohio, os Estados da Flórida e Virgínia, antes de encerrar em New Hampshire, onde ele iniciou oficialmente sua campanha presidencial, ainda em 2011.

Todas as simulações indicam que Romney não conseguirá vencer a eleição se não levar os votos eleitorais da Flórida e Virgínia. Em ambos, ele aparece em situação de empate ou ligeiramente à frente de Obama.

O único Estado que deveria receber ambos os candidatos na segunda-feira é Ohio, o mais crucial dos Estados-chave restantes, especialmente para Romney. Ele tem poucas opções para a vitória se não conquistar Ohio, onde Obama há meses mantém uma vantagem pequena, mas constante.

Reportagem adicional de Jeff Mason e Patricia Zengerle

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