Livre de Romney, Obama agora enfrenta Irã e Síria

quarta-feira, 7 de novembro de 2012 09:16 BRST
 

Por Arshad Mohammed

WASHINGTON, 7 Nov (Reuters) - Com a vitória sobre o republicano Mitt Romney em casa, o presidente reeleito dos Estados Unidos, Barack Obama, tem adversários em abundância no exterior, incluindo os governos de Irã, Síria e, talvez, China.

A reeleição do presidente democrata garante continuidade na política externa norte-americana, mas deixa questões abertas como, por exemplo, se a diplomacia pode limitar o programa nuclear do Irã ou se Israel ou os Estados Unidos podem recorrer a ataques aéreos contra a República Islâmica.

Também não está claro se Obama será capaz de manter sua recusa de mudar o envolvimento dos EUA na guerra civil da Síria e permitir que armas norte-americanas sejam enviadas para os rebeldes que tentam derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Se os eventos permitirem, analistas de política externa dos EUA dizem que Obama continuará sua agenda para a Ásia, buscando reorientar a política norte-americana para tirar vantagem do crescimento projetado em nações como a China e a Índia e gradualmente se retirar do Oriente Médio.

Porém, tanto o Irã, que os Estados Unidos e seus aliados suspeitam estar desenvolvendo armas nucleares, quanto a Síria, onde um carro-bomba matou e feriu dezenas de pessoas na capital, Damasco, nesta terça-feira, exigirão atenção.

2013 DECISIVO PARA O IRÃ?

Martin Indyk, vice-presidente de estudos de política externa no centro de estudos Brooking Institution, disse que 2013 será um ano decisivo para o Irã e sugeriu que o compromisso de Obama com a não proliferação nuclear pode produzir uma política "centrada e assertiva".

"Estará bem no topo da agenda", disse Indyk. "Evitar que o Irã obtenha armas nucleares é um imperativo fundamental para reforçar o regime de não proliferação", disse.   Continuação...