Vitória de Obama deixa cubanos aliviados e esperançosos

quarta-feira, 7 de novembro de 2012 09:56 BRST
 

Por Jeff Franks

HAVANA, 7 Nov (Reuters) - Os cubanos respiraram aliviados na quarta-feira com a reeleição de Barack Obama e demonstraram esperança de que ele ainda possa promover a mudança da política norte-americana em relação a Cuba que muitos esperaram depois que ele conquistou seu primeiro mandato de 2008.

De modo geral, os cubanos apoiaram Obama e não o candidato republicano, Mitt Romney porque, temiam que Romney fosse uma nova versão do presidente George W. Bush, que endureceu o embargo comercial norte-americano e as relações com o governo cubano durante sua época na Casa Branca.

"Bush dificultou muito as coisas para nós economicamente, e mesmo para ver os parentes que vivem nos Estados Unidos. Se Romney tivesse ganhado, a maioria das pessoas aqui teria ficado realmente triste", disse a empregada doméstica Violeta Gutiérrez enquanto lavava pratos na cozinha de sua patroa, em Havana.

A vitória de Obama em 2008 aumentou a esperança de que o embargo comercial norte-americano contra Cuba, imposto em 1962 com a intenção de derrubar o governo comunista da ilha, seria finalmente levantado e que as relações entre EUA e Cuba, hostis desde a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, melhorariam.

O embargo permanece e as relações melhoraram um pouco. Em 2009 Obama levantou as restrições da era Bush sobre remessas e visitas de cubano-americanos ao país, que fica a 145 km da Flórida, ambas medidas recebidas entusiasticamente pelos cubanos.

O fluxo de remessas aumentou para cerca de US$ 2 bilhões, uma enorme ajuda aos cubanos que ganham uma média de US$ 19 ao mês, e 300.000 a 400.000 cubano-americanos estão indo para a ilha anualmente, levando a seus parentes um fluxo constante de bens, alimentos e remédios, difíceis de encontrar em Cuba.

Eles vêm ajudando o setor autônomo de Cuba levando itens para os cubanos venderem, embora as rígidas regras de importação impostas pelo governo ameace o influxo de bens.

"O dinheiro que as pessoas recebem de suas famílias mudou suas vidas. Ele as ajuda a comer e se vestir melhor, a comprar sabonete para um banho, tudo graças àquele dinheiro", disse Violeta, que recebe ajuda de parentes em Miami.   Continuação...