Obama terá de enfrentar bloqueio republicano no Congresso

quarta-feira, 7 de novembro de 2012 16:37 BRST
 

Por Andy Sullivan

WASHINGTON, 7 Nov (Reuters) - Barack Obama entrou na Casa Branca há quatro anos como um agente de mudança. O primeiro presidente negro do país foi reeleito na terça-feira como um defensor constante de um novo status quo.

Com um segundo mandato, Obama também ganha uma segunda chance. Ele poderá não se tornar nunca a figura unificadora que prometeu ser na corrida de 2008, mas terá mais quatro anos para tentar aprovar mudanças radicais que poderiam afetar os Estados Unidos durante décadas.

Não vai ser fácil. Obama tem sido bloqueado no Congresso desde as eleições de 2010, quando os republicanos assumiram o controle da Câmara dos Deputados, e isso provavelmente não vai mudar. Romper o impasse vai ser difícil.

A agenda modesta de Obama para o segundo mandato até agora ilustra a sua influência reduzida em Washington. Os republicanos mantiveram seu domínio sobre a Câmara e eles têm uma presença grande o suficiente no Senado para amarrar o Congresso com nós. A vitória apertada dele provavelmente não vai impressioná-los.

Logo de cara, Obama enfrenta uma crise potencial conhecida como o "abismo fiscal" --aumentos de impostos e cortes de gastos automáticos que ameaçam lançar o país em uma nova recessão.

Embora ele tenha posto um fim ao combate dos EUA no Iraque e esteja reduzindo a presença no Afeganistão, terá de conter as ambições nucleares do Irã, e com a possibilidade de um contra-ataque israelense.

Inevitavelmente, o presidente pode levar para o seu segundo mandato as duras lições do primeiro.

"Ele era uma figura que prometeu transformar a forma como a política funcionava", disse Julian Zelizer, historiador presidencial da Universidade de Princeton. "Eu não acho que as pessoas ainda pensam isso. Não é apenas menos fé nele, é menos fé no que o sistema político pode fazer."   Continuação...

 
Turistas caminham em frente ao Capitólio dos EUA em Washington. O presidente dos EUA, Barack Obama, tem sido bloqueado no Congresso desde as eleições de 2010, quando os republicanos assumiram o controle da Câmara dos Deputados, e isso provavelmente não vai mudar. 25/09/2012 REUTERS/Kevin Lamarque