ANÁLISE-Obama pode deixar marca mais profunda na Suprema Corte dos EUA
Por Joan Biskupic
WASHINGTON, 8 Nov (Reuters) - A reeleição do presidente dos EUA, Barack Obama, pode dar a ele a oportunidade de aprofundar sua marca liberal na Suprema Corte do país.
Formado em Direito em Harvard e ex-professor de direito constitucional, Obama, um democrata, nomeou dois liberais para a Suprema Corte durante o primeiro mandato de quatro anos.
Com sua reeleição, e a possível aposentadoria de um ou mais juízes nos próximos quatro anos, Obama pode optar por preservar o atual equilíbrio ideológico ou pender para a esquerda.
Os nove juízes do tribunal permanecem no cargo até renunciarem, e suas nomeações estão entre os legados mais duradouros de um presidente.
Quatro estão na casa dos 70 anos. Dois --Ruth Bader Ginsburg, de 79 anos, e Stephen Breyer, de 74-- são liberais. Dois --Antonin Scalia e Anthony Kennedy, ambos de 76 anos-- são conservadores. A maior mudança viria se um desses dois últimos sair.
Uma mudança na direção liberal poderia promover uma nova receptividade à regulamentação do financiamento de campanha, por exemplo. A maioria conservadora de cinco juízes, liderada pelo presidente do tribunal, John Roberts, decidiu contra tal regulamentação numa disputa em 2010 entre Cidadãos Unidos contra a Comissão Eleitoral Federal.
A chance de um maior peso para os liberais no futuro poderia influenciar os juízes conservadores de hoje, os levando a ser mais duros ou, ao contrário, mais dispostos a firmar acordo com os liberais.
O professor de Direito de Harvard Mark Tushnet prevê que os conservadores seriam mais agressivos se soubessem que suas chances de prevalecer podem diminuir se Obama fizer novas nomeações. Continuação...

