9 de Novembro de 2012 / às 13:52 / em 5 anos

Campanha de Obama avalia o que fazer com escritórios

Por Jeff Mason e Eric Johnson

WASHINGTON/CHICAGO, 9 Nov (Reuters) - A primeira campanha do presidente dos EUA, Barack Obama, deixou os escritórios abertos em alguns Estados depois de 2008 para impulsionar os esforços pela reeleição em 2012. A dúvida agora recai sobre o que acontece com toda a infraestrutura física que ajudou a garantir dois mandatos ao democrata.

Conselheiros políticos de Obama, em teleconferência com jornalistas na quinta-feira, disseram que iriam discutir com seus partidários como prosseguir, mas eles sugeriram que os potenciais candidatos democratas nas próximas eleições não poderiam presumir que o aparato de Obama estaria automaticamente à sua disposição.

“Você não pode transferir isso”, disse David Plouffe, conselheiro sênior da Casa Branca, que gerenciou a campanha de Obama há quatro anos.

“As pessoas não vão passar horas longe de suas famílias e seus empregos, contribuindo financeiramente quando é difícil para eles fazer isso a menos que acreditem no candidato.”

Jim Messina, gerente da campanha de 2012 de Obama, afirmou que sua equipe iria iniciar um processo com os voluntários que montaram a infraestrutura multi-estadual que encontrava eleitores para Obama.

“Nós vamos passar por um processo com os nossos partidários e ter uma conversa com eles sobre o que eles querem fazer, e nós sempre ouvimos o pessoal do chão, os nossos partidários”, disse ele.

“Nós vamos gastar algum tempo aprendendo as lições da outra noite, antes de começar a pensar em 2014 ou 2016.”

O bastante falado jogo de chão é considerado uma das chaves para a vitória de Obama na terça-feira. O presidente ganhou em quase todos os Estados decisivos que ele e seu rival republicano Mitt Romney disputaram.

Os democratas que estão pensando em concorrer à presidência em 2016 teriam o maior prazer de acessar as listas de nomes, tecnologia e know-how que a equipe de Obama juntou, mas Plouffe advertiu que não era tão simples se apoderar de tais ativos.

“Para os candidatos que querem tentar construir uma campanha de base, isso não vai acontecer porque há uma lista ou porque você tem a melhor tecnologia. Não é assim que isso funciona”, disse Plouffe.

“Eles têm que construir o tipo de apelo emocional para o qual as pessoas estão dispostas a sair e gastar o tempo e recursos e fornecer seus talentos porque eles acreditam em alguém e no que você está oferecendo”, afirmou ele.

“A única razão para que tudo isso tenha acontecido no chão - seja 2008 ou desta vez... foi porque acreditaram em Barack Obama”, acrescentou.

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