NY raciona gasolina, e vítimas de tempestade seguem no escuro

sexta-feira, 9 de novembro de 2012 17:27 BRST
 

Por Daniel Trotta e David Sheppard

NOVA YORK, 9 Nov (Reuters) - A cidade de Nova York começou na sexta-feira a racionar gasolina pela primeira vez desde a década de 1970, por causa de uma crise no abastecimento em decorrência da supertempestade Sandy.

O sistema --antes um furacão-- que varreu a Costa Leste dos EUA em 29 de outubro matou pelo menos 120 pessoas nos EUA e Canadá e causou prejuízos estimados em 50 bilhões de dólares.

Nova Jersey já havia decretado um racionamento de combustível, seguido agora pela prefeitura de Nova York e Long Island. Num sistema de rodízio, só carros com placas pares ou ímpares podem comprar gasolina num determinado dia.

"Isso está pior do que as crises do petróleo na década de 1970", disse Ralph Bombardiere, diretor-executivo da Associação de Postos de Gasolina e Oficinas Mecânicas do Estado de Nova York.

"Na época havia apenas uma percepção de escassez de abastecimento em Nova York, quando havia muita gasolina na praça. Agora estamos tendo verdadeiros problemas de distribuição."

As longas filas nos postos contribuem com a irritação da população, que precisa escolher entre ir de carro ou esperar por ônibus e trens, numa rede de transporte público que continua prejudicada pela tempestade.

Além disso, 696 mil moradias e empresas no Nordeste dos EUA continuavam sem energia na noite de quinta-feira, criando mais problemas para milhares de pessoas que precisaram deixar suas casas, ou que sobrevivem sem luz ou calefação nos últimos 12 dias.

Manifestantes saíram às ruas na sexta-feira na localidade de Oceanside, em Long Island, fazendo críticas à Lipa, empresa pública de energia da região.   Continuação...