Brics veem reservas em moeda estrangeira de até US$240 bi--documento

sexta-feira, 9 de novembro de 2012 22:01 BRST
 

Por Lesley Wroughton e Alonso Soto

WASHINGTON/BRASÍLIA, 9 Nov (Reuters) - Os principais países emergentes discutem reunir até 240 bilhões de dólares de reservas em moeda estrangeira para protegê-los de pressões de liquidez no curto prazo, de acordo com documentos que delineiam os planos das cinco nações que compõem os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Esses países anunciaram um grupo de trabalho em junho para desenvolver uma cesta de reservas e criar um novo banco de desenvolvimento para financiar projetos em infraestrutura no mundo em desenvolvimento.

De acordo com os documentos, obtidos pela Reuters, o conjunto de valores de bancos centrais estaria disponível para países que enfrentam dificuldades na balança de pagamentos. Alguns também pressionam por uma linha de crédito de precaução, similar à do Fundo Monetário Internacional (FMI) que ajuda nações com garantias contra choques econômicos externos.

A iniciativa surge em meio a uma frustração crescente entre os Brics e outros países em desenvolvimento em relação à predominância contínua dos Estados Unidos e de nações europeias em instituições globais como o FMI e o Banco Mundial.

Encontros entre autoridades dos Brics nos bastidores da cúpula recente de ministros das Finanças do G20 --grupo que reúne as principais economias do mundo-- tentaram avançar com os planos, antes de uma reunião de líderes do bloco de emergentes em março, na África do Sul.

Acordos planejados sobre swap cambial também dariam aos Brics a capacidade de emprestar uns aos outros para a manutenção da liquidez nos mercados.

Autoridades reunidas no encontro entre os Brics por ocasião da cúpula do G20, e que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que a China enfatizou que o tamanho do fundo de reservas precisa ser suficientemente grande para ser levado a sério pelos mercados.

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