Nova coalizão de oposição da Síria busca reconhecimento
Por Rania El Gamal e Regan Doherty
DOHA, 12 Nov (Reuters) - A nova liderança da oposição da Síria, forjada sob pressão árabe e ocidental, partiu nesta segunda-feira em busca de reconhecimento e maior apoio à luta para derrubar o presidente Bashar al-Assad e assumir o país.
O clérigo reformista de Damasco Mouaz al-Khatib voou para o Cairo em busca da bênção da Liga Árabe para a nova formação que, por unanimidade, o elegeu como seu líder no domingo.
"O primeiro passo para o reconhecimento acontecerá na Liga Árabe", disse ele em entrevista coletiva. A oposição, então, buscará o endosso de inimigos árabes e ocidentais de Assad, conhecidos como os "Amigos da Síria", e da Assembleia-Geral da ONU.
A Rússia, que com a China tem frustrado a ação das Nações Unidas sobre a Síria e vê os oponentes de Assad como escravos do Ocidente, pediu que a nova coalizão negociasse e rejeitasse interferência externa.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Alexander Lukashevich disse que Moscou iria manter contato com Damasco e "todo o espectro de forças de oposição" e promover uma abordagem construtiva.
Em Pequim, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Hong Lei não respondeu diretamente quando perguntado se a China reconheceu a coalizão de oposição e, em vez disso, convocou todas as partes a iniciar "um processo de transição política orientada pelo povo sírio".
Egito, Arábia Saudita e mais membros da Liga Árabe querem a saída de Assad, embora alguns, como o Iraque, Líbano e Argélia, assumam uma postura mais neutra na Síria, onde a violência continua.
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