Irã demonstra esperança de acordo sobre visita da AIEA a Parchin

segunda-feira, 12 de novembro de 2012 13:17 BRST
 

DUBAI, 12 Nov (Reuters) - O Irã expressou esperança nesta segunda-feira de que um encontro planejado com a agência nuclear da ONU no próximo mês levaria a uma "estrutura de cooperação" sobre uma possível visita de inspetores na instalação militar Parchin.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acredita que Teerã pode ter conduzido testes de explosivos que poderiam ajudar a desenvolver armas nucleares em Parchin e pode estar limpando o local para eliminar provas. O Irã nega, dizendo que Parchin é um complexo militar convencional.

O chefe da AIEA, Yukiya Amano, tem pressionado o Irã para conceder a seus inspetores acesso imediato a Parchin.

O ministro de Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, expressou otimismo sobre as negociações que devem ser realizadas em 13 de dezembro entre o Irã e a AIEA, em Teerã.

"Estamos esperançosos que, com o passo positivo que o Irã tomou para resolver este problema... esta reunião vai identificar um quadro de cooperação no que diz respeito à questão de uma visita a Parchin", afirmou Salehi, segundo a agência iraniana Students' News.

Salehi não deu detalhes, mas o Irã disse anteriormente que um acordo estrutural sobre a forma como a agência nuclear deve conduzir sua investigação deve ser estabelecido antes de qualquer visita a Parchin.

Uma série de reuniões este ano entre a AIEA e o Irã, a mais recente em agosto, não conseguiu progressos concretos e diplomatas ocidentais acusam Teerã de tentar ganhar tempo.

Teerã diz que seu programa atômico é pacífico, mas os países ocidentais acreditam que visa o desenvolvimento de armas.

Amano afirmou em Bagdá no domingo que "as atividades em Parchin estão em andamento", uma referência ao suposto trabalho de limpeza do Irã, apesar de ele não dar mais detalhes.

Salehi repetiu a negação do Irã nesta segunda-feira. "A ideia de que seja possível limpar sinais de poluição não é aceitável do ponto de vista técnico", afirmou ele. "Não é possível limpar sinais de poluição nuclear."

(Reportagem de Yeganeh Torbati, Fredrik Dahl e Patrick Markey)