EUA são reeleitos para Conselho de Direitos Humanos da ONU; Brasil ganha vaga
Por Louis Charbonneau
NAÇÕES UNIDAS, 12 Nov (Reuters) - Os Estados Unidos conseguiram na segunda-feira se reeleger para o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão que costuma ser criticado por norte-americanos e israelenses devido a um suposto viés anti-Israel.
Dos 47 países do Conselho, 18 terão seus mandatos renovados em janeiro. O Brasil foi eleito em vagas para América Latina e Caribe, junto a Argentina e Venezuela.
Em votação que envolvia os 193 países da Assembleia Geral, os EUA tiveram o maior número de votos no bloco regional chamado "Europa Ocidental e outros". Alemanha e Irlanda vieram em seguida.
A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, comemorou o resultado, dizendo que o Conselho de Direitos Humanos "já ofereceu resultados reais" desde que os EUA passaram a fazer parte, em 2010. Ela citou iniciativas relacionadas à Síria como um exemplo positivo.
Mas a diplomata também criticou o "foco excessivo e desequilibrado sobre Israel.
Os EUA boicotaram o Conselho até 2009, mas, depois da posse de Barack Obama como presidente, o país decidiu se candidatar a uma vaga, na esperança de reformar essa instância.
Grécia e Suécia ficaram de fora na disputa por vagas da "Europa Ocidental e outros", único bloco regional onde havia disputa. Nos demais blocos regionais, havia vagas suficientes para todos os países candidatos.
Costa do Marfim, Etiópia, Gabão, Quênia e Serra Leoa foram escolhidos pela África. Japão, Cazaquistão, Paquistão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos ficaram com as vagas da Ásia. Estônia e Montenegro foram eleitos pela Europa Oriental. Continuação...

