Novo chefe de oposição da Síria quer reconhecimento europeu e ajuda com armas

terça-feira, 13 de novembro de 2012 13:28 BRST
 

Por Yasmine Saleh

CAIRO, 13 Nov (Reuters) - O líder da nova coalizão de oposição da Síria apelou aos países europeus para reconhecê-lo como governo legítimo e fornecer-lhe recursos para comprar as armas de que precisa para derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Mas a Grã-Bretanha e a França pareceram estabelecer mais condições, especialmente reunir apoio dentro do país, antes de conceder o reconhecimento completo para a Coalizão Nacional Síria. E, assim como os Estados Unidos, os europeus ainda estão relutantes em armar as forças rebeldes, que incluem militantes islâmicos anti-Ocidente.

Falando à Reuters por telefone enquanto autoridades árabes e europeias se reuniam para discutir a Síria na Liga Árabe, no Cairo, Mouaz Alkhatib, um ex-líder religiosa de uma mesquita em Damasco eleito sem oposição no domingo para liderar o novo grupo, disse que queria apoio diplomático.

"Peço aos Estados europeus para conceder reconhecimento político à coalizão como legítimo representante do povo sírio e dar-lhe apoio financeiro", afirmou ele em uma entrevista.

"Quando recebermos o reconhecimento político, isso vai permitir que a coalizão atue como um governo e, portanto, adquira armas, e isso vai resolver os nossos problemas", acrescentou Alkhatib.

O ministro da Defesa da França e o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha disseram nesta terça-feira que a formação do novo grupo sob comando de Alkhatib, um moderado conhecido por abraçar minorias religiosas e étnicas da Síria, foi um passo importante, mas não suficiente para o reconhecimento pleno como um governo com direito de assumir o controle em Damasco.

Assad, cuja família governa a Síria há 42 anos, prometeu lutar até a morte em um conflito que já matou cerca de 38.000 pessoas e arrisca engolir outros países.

Seus aviões novamente atingiram casas em Ras al-Ain, controlada pelos rebeldes. Civis fugiram pela fronteira dividida com a cidade turca de Ceylanpinar e nuvens espessas de fumaça subiram.   Continuação...