França reconhece nova coalizão de oposição da Síria

terça-feira, 13 de novembro de 2012 19:54 BRST
 

PARIS, 13 Nov (Reuters) - A França rompeu com seus aliados europeus nesta terça-feira ao reconhecer oficialmente a nova coalizão de oposição da Síria e afirmou que vai considerar armar os rebeldes uma vez que criem um governo temporário.

Grupos de oposição chegaram a um acordo em Doha no domingo para formar uma ampla coalizão a fim de derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, após 20 meses de uma revolta contra o seu regime.

Chanceleres árabes e da União Europeia saudaram a formação da coalizão em um encontro no Cairo nesta terça-feira como um importante passo adiante, mas não reconheceram o movimento.

"Anuncio hoje que a França reconhece o Conselho Nacional Sírio como o único representante legítimo do povo sírio e como o futuro governo de uma Síria democrática, tornando possível trazer um fim ao regime de Bashar al-Assad", disse o presidente francês, François Hollande, em entrevista coletiva em Paris.

A França, um dos países mais críticos a Assad, havia descartado armar as forças rebeldes anteriormente, preocupada de que armas poderiam cair nas mãos de islâmicos radicais.

Hollande sugeriu que essa postura pode mudar agora.

"Sobre a questão de entregar armas, a França não apoiava por não estar claro para onde essas armas poderiam ir", disse Hollande.

"Com a coalizão, já que é um governo legítimo da Síria, essa questão será analisada pela França, mas também por todos os países que reconheçam esse governo."

A França foi o primeiro país a reconhecer oficialmente o governo de transição da Líbia como uma alternativa ao líder Muammar Gaddafi, também rompendo com seus parceiros europeus naquele momento.

O Conselho de Cooperação do Golfo reconheceu a nova coalizão síria na segunda-feira.

(Reportagem de John Irish)

 
Presidente francês François Hollande é visto durante coletiva de imprensa palácio do governo em Paris. A França rompeu com seus aliados europeus nesta terça-feira ao reconhecer oficialmente a nova coalizão de oposição da Síria e afirmou que vai considerar armar os rebeldes uma vez que criem um governo temporário. 13/11/2012 REUTERS/Philippe Wojazer