Recuperação da tempestade Sandy enfrenta muitos obstáculos nos EUA

quinta-feira, 15 de novembro de 2012 17:48 BRST
 

By Edith Honan and Hilary Russ

NOVA YORK, 15 Nov - O caminho para a recuperação pode ser medido em exclamações, algumas de execração, outras de alegria.

"É como viver no inferno", disse Latoya Miller, de 29 anos, de Red Hook, um dos bairros de Nova York que ficaram submersos durante a supertempestade Sandy. "Se não fosse pelas pessoas nos dando comida e cobertores, não sei o que iríamos fazer. Haveria tumultos aqui."

Quando se trata de falar do que deu certo e do que deu errado, e do que ainda precisa ser feito, as vítimas do desastre estão acompanhando de perto para as autoridades, e o presidente Barack Obama poderá receber em primeira mão um relatório quando visitar a costa devastada da cidade de Nova York nesta quinta-feira.

"Que se faça a luz. Nosso Senhor Jesus! Dezesseis dias sem luz", gritou Blanca Martin, de 41 anos, numa dança da vitória na terça-feira, quando a eletricidade finalmente voltou em sua casa em Coney Island.

O balanço até agora mostra dezenas de milhares de pessoas desabrigadas ou que perderam a casa, e um número ainda maior sem eletricidade. Toneladas de entulho empilhadas nas ruas. O suprimento de combustível ainda não voltou ao normal, a Cruz Vermelha é alvo de críticas e parte do sistema de transporte enfrenta dificuldades.

Pelo menos 120 pessoas morreram.

O governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, estima que a tempestade causou 50 bilhões de dólares em perdas e danos à economia, sendo 33 bilhões desse total no Estado, o que aponta para o próximo conflito. Quem vai pagar?

A Agência Federal de Administração de Emergências (Fema) irá reembolsar algumas vítimas e governos locais pelos danos, mas só tem 8,1 bilhão de dólares disponíveis, o que significa que o Congresso dos Estados Unidos teria de destinar mais dinheiro, num momento em que boa parte do que se discute em Washington é corte de gastos.   Continuação...

 
Vítima do furacão Sandy recebe comida de caminhão da Cruz Vermelha Americana, no bairro de Red Hook em Nova York. O caminho para a recuperação pode ser medido em exclamações, algumas de execração, outras de alegria. 07/11/2012 REUTERS/Andrew Burton