Prefeito francês encerra greve de fome após cidade receber ajuda

quinta-feira, 15 de novembro de 2012 17:54 BRST
 

PARIS, 15 Nov (Reuters) - Um prefeito francês que fez uma greve de fome há uma semana para exigir auxílio emergencial para sua cidade terminou seu protesto nesta quinta-feira, e dobrou a barraca na qual se alojava há quase uma semana fora do parlamento após o governo ter atendido suas demandas.

"Arrependo-me que as coisas se reduziram a isso, mas foi necessário", disse Stéphane Gatignon, prefeito de Sevran, cidade pobre nos arredores de Paris, à Reuters.

Sevran dormiu seis noites no pavimento fora da Assembleia Nacional para pressionar por sua demanda por 5 milhões de euros (6,4 milhões de dólares) de auxílio emergencial, dizendo que a crise econômica estava pressionando Sevran e dezenas de outras pobres cidades à beira da falência.

O governo francês, também apertado de recursos, está buscando cortar seu déficit em linha com esforços mais amplos, a fim de encerrar a crise da dívida que tem prejudicado a Europa há três anos.

Embora o governo esteja pedindo que as autoridades locais façam sua parte, ele vai elevar a ajuda a muitas das cidades mais pobres no ano que vem, em um pacote orçamentário que os deputados aprovaram nesta semana.

Gatignon disse que o governo havia indicado que estava disposto a distribuir esses fundos de uma maneira que satisfaria suas demandas. O escritório de assuntos urbanos do ministro François Lamy não respondeu a pedidos de comentários.

O prefeito de Sevran parecia receoso, porém aliviado, após seis dias sem consumir nada além de chá açucarado.

(Por Emile Picy e Brian Love)

 
Stephane Gatignon, político do Partido Verde e prefeito de Sevran, faz greve de fome do lado de fora da Assembleia Nacional, em Paris. Um prefeito francês que fez uma greve de fome há uma semana para exigir auxílio emergencial para sua cidade terminou seu protesto nesta quinta-feira, e dobrou a barraca na qual se alojava há quase uma semana fora do parlamento após o governo ter atendido suas demandas. 12/11/2012 REUTERS/Benoit Tessier