Novos líderes chineses podem ser forçados a adotar reformas
Por Jason Subler e John Ruwitch
PEQUIM, 16 Nov (Reuters) - Por mais que os novos líderes da China queiram protelar as reformas no país e na sua forma de governo, eles devem enfrentar na próxima década crescentes pressões para promover mudanças.
Os futuros presidente e premiê, Xi Jinping e Li Keqiang, foram nomeados na quinta-feira para a cúpula do Partido Comunista, marcando a segunda transição pacífica dentro do regime desde sua instauração, em 1949.
A dupla herda uma China mais rica, mais confiante e mais poderosa do que seus antecessores, o presidente Hu Jintao e o premiê Wen Jiabao, encontraram há dez anos.
Mas eles também precisam confrontar imensos desafios sociais, econômicos e políticos, que, se não forem habilmente geridos, podem abalar o Partido Comunista.
Sem essa visão, disse David Shambaugh, diretor do programa de Política Chinesa da Universidade George Washington, nos EUA, "ficarei surpreso se eles tiverem um 19o congresso partidário". O PC chinês realiza seus congressos a cada cinco anos, e acaba de encerrar o 18o.
A opinião de Shambaugh pode soar exagerada, mas muitos especialistas em China concordam que a nova liderança precisará realizar reformas ousadas se quiser manter o controle sobre um país em rápida transformação.
TRATADOS COMO CRIANÇAS
Graças ao sucesso do regime em promover um rápido crescimento econômico e tirar centenas de milhões de chineses da miséria, Xi, Li e outros membros da cúpula terão de lidar com uma população mais exigente e mais disposta a se insurgir contra qualquer coisa. Continuação...

