Egito busca trégua em Gaza enquanto foguetes assustam Tel Aviv
Por Nidal al-Mughrabi e Noah Browning
GAZA, 16 Nov (Reuters) - O Egito abriu uma pequena janela para a diplomacia emergencial de paz na Faixa de Gaza nesta sexta-feira, mas as esperanças até mesmo de um breve cessar-fogo durante visita do primeiro-ministro egípcio foram imediatamente frustradas.
O primeiro-ministro Hisham Kandil chegou à Faixa de Gaza nesta sexta oficialmente para mostrar solidariedade ao povo palestino, depois de dois dias de ataques implacáveis da aviação israelense, determinada a acabar com o disparo de foguetes de militantes do Hamas contra Israel.
Uma autoridade palestina próxima aos mediadores do Egito disse à Reuters que a visita de Kandil era o começo de um processo para explorar a possibilidade de se chegar a uma trégua. "É cedo para falar de qualquer detalhe ou de como as coisas vão evoluir", afirmou.
Israel se comprometeu com um cessar-fogo durante a visita, se o Hamas também o acatasse, mas afirmou que foguetes lançados de Gaza atingiram diferentes localidades no sul israelense enquanto Kandil estava no território. Israel começou a convocar 16 mil reservistas, antecipando uma possível invasão da Faixa de Gaza.
Tanques e canhões podiam ser vistos perto da fronteira nesta sexta-feira e as sirenes foram acionadas novamente em Tel Aviv, depois que testemunhas em Gaza viram o lançamento de um foguete de longo alcance. Segundo a polícia israelense, o foguete caiu no mar, na costa de Tel Aviv, principal centro comercial do país.
Uma fonte do Hamas afirmou que a Força Aérea de Israel realizou um ataque contra a casa do comandante do grupo no sul de Gaza, o qual resultou na morte de dois civis, entre os quais uma criança.
Mas os militares israelenses negaram com veemência terem realizado qualquer ataque enquanto Kandil estava em Gaza, e acusaram o Hamas de violar o cessar-fogo de três horas. "Israel não atacou Gaza pelas últimas duas horas", disse um porta-voz.
"Apesar de cerca de 50 foguetes terem caído em Israel nas últimas duas horas, nós decidimos não atacar Gaza devido à visita do primeiro-ministro egípcio. O Hamas está mentindo." Continuação...

