Premier turco elogia Egito por retirar embaixador de Israel

sábado, 17 de novembro de 2012 17:51 BRST
 

CAIRO, 17 Nov (Reuters) - O primeiro-ministro turco, um notório crítico de Israel, elogiou o presidente islamista do Egito, Mohamed Mursi, no sábado, por ter retirado seu embaixador de Tel Aviv em resposta aos ataques de Israel contra Gaza.

O Egito, que em 1979 tornou-se o primeiro estado árabe a assinar um tratado de paz com Israel, retirou seu embaixador em Israel na quarta-feira, horas depois de Israel lançar um bombardeio aéreo sobre Gaza. A Turquia retirou seu embaixador devido a outro incidente com Israel em 2010.

"Israel está usando força desproporcional. (O primeiro-ministro israelense Benjamin) Netanyahu prossegue com esse tipo de ações graças à negligência internacional," disse Recep Tayyip Erdogan para uma entusiasmada plateia, durante um discurso na Universidade do Cairo.

O objetivo declarado de Israel é de impedir que o Hamas, em Gaza, lance novas salvas de foguetes que têm assolado o sul de Israel durante anos.

Muitos egípcios, que derrubaram o autocrata Hosni Mubarak, durante uma revolta popular em 2011, olham para a Turquia como um modelo de como um governo com tendências islamistas pode oferecer uma economia forte e ter um papel influente na região.

"Mantenham a cabeça erguida, vocês são egípcios," gritavam estudantes e outras pessoas no local, que incluía autoridades e dignatários. "Egito e Turquia estão de mãos dadas," eles gritavam.

"Parabenizo meu irmão Mursi que retirou o embaixador do Egito em Israel, depois dos incidentes recentes," disse Erdogan.

Os laços entre Israel e Turquia, por um tempo o único aliado muçulmano de Israel, se desfizeram depois que fuzileiros navais israelenses invadiram um navio de ajuda, em 2010, para impor um bloqueio naval no lado palestino da Faixa de Gaza. Nove turcos morreram em confronto com os ativistas a bordo.

A Turquia expulsou o embaixador de Israel e congelou a cooperação militar, depois que um relatório da ONU sobre o incidente, divulgado em setembro do ano passado, em grande parte exonerou o estado Judeu.   Continuação...